quinta-feira, 15 de maio de 2014

Há sempre uma vela acesa no meio do apagão




A cada lágrima caída
um litro de sangue ferve,

a cada palavra cuspida
um espaço em branco se perde,

a cada poema composto
um pedaço da dor some,

a cada música composta
menos fastio e mais fome,

a cada hora refletida
menos duas horas perdidas,

a cada hora de lamento
mais duas horas sem tormento,

a cada rosa que é partida
um jardim inteiro é desvelado,

a cada pássaro matado
uma voz deixa de ser ouvida.

(David Henrique)

Nenhum comentário:

Postar um comentário